‘Esperança de que ele esteja vivo’, diz irmã de mecânico desaparecido há 20 dias no Tocantins

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Veja momentos antes do desparecimento de mecânico em fazenda
O mecânico agrícola Adenir Rodrigues da Conceição, de 42 anos, segue desaparecido em uma área de mata na região de Cariri do Tocantins, no sul do estado. Nesta quinta-feira (2), completam 20 dias do desaparecimento na fazenda em que ele prestava serviço. Apesar da suspensão das buscas oficiais, os parentes mantêm a fé em conseguir encontrá-lo com vida.
“A gente não perde a esperança, né? A gente tem esperança de que ele esteja vivo. Dia após dia, a gente vai ficando mais angustiado porque não sabe o que está acontecendo, se está se alimentando, se está no mato, se está na cidade”, desabafou a estudante Luzia Rodrigues, irmã de Adenir.
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Morador de Talismã (TO), Adenir foi visto descendo em direção a um córrego próximo à sede da Fazenda Luana, no dia 14 do mês passado, onde prestava serviço, antes de desaparecer na mata. Desde então, não há confirmação de seu paradeiro.
O sofrimento é sentido por toda a família. A mãe do mecânico está muito abalada, conforme contou a irmã em entrevista ao g1.
“Minha mãe está muito triste, abalada. Ela não está nem em condições de falar, estou falando por ela. É um sofrimento muito grande”, disse a irmã.
Adenir Rodrigues, o ‘Demi’, sumiu em Cariri do Tocantins
Reprodução rede social
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As buscas oficiais mobilizaram uma força-tarefa por oito dias, com atuação do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Ambiental e Patrulha Rural. As equipes utilizaram drones, cães farejadores e realizaram buscas a pé e a cavalo.
No entanto, as autoridades suspenderam a operação no dia 21 de março, devido às condições climáticas desfavoráveis e à ausência de novos indícios. Segundo a SSP/TO, todas as providências cabíveis estão sendo adotadas para a elucidação dos fatos.
Com as buscas oficiais suspensas, o irmão de Adenir, Adolfo Aparecido, informou que familiares e voluntários continuam percorrendo a região e cidades vizinhas.
“Meu irmão e mais uns dois primos ainda estão indo para a próxima cidade, em Figueirópolis, procurando. Estão todos apreensivos, nenhum sinal foi mais visto, mas estamos no aguardo de qualquer notícia. Vai dar certo”, desabafou Adolfo.
*Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Edson Reis.
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Fonte: G1 Tocantins