Kevin O Chris lança ‘Universo 150’, álbum em que procura evidenciar a identidade do funk 150 BPM ao longo de 12 faixas
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♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Universo 150
Artista: Kevin O Chris
Cotação: ★ ★ ★
♬ Nos dois minutos de “O funk do RJ nunca vai morrer”, biográfica faixa falada que abre o álbum “Universo 150”, Kevin O Chris conta como descobriu o funk no município fluminense de Duque de Caxias (RJ) – onde o artista nasceu em 5 de dezembro de 1997 – e como fez do gênero um estandarte e um norte na vida.
Aos 30 anos, Kevin de Oliveira Zanoni é desde 2018 um dos principais nomes do funk de 150 BPM, embora a já vasta discografia do artista também contenha incursões pela batida mais tradicional do tamborzão raiz.
O título “Universo 150” alude justamente à velocidade da batida com a ambição de retratar o funk 150 BPM como um universo particular. “É cultura, é identidade, é movimento”, celebra Kevin no texto de apresentação deste álbum que também pode ser caracterizado como EP pela curta duração – meros 24 minutos – das 12 faixas, metade com menos de dois minutos.
“Minha sacada foi cantar a melodia em 75 BPM e depois transpor para 150”, explica o artista, defendendo que, nessa ideia, reside a identidade do funk a que dá voz.
A rigor um álbum com velocidade de EP, “Universo 150” está em rotação desde ontem, 2 de julho, e mantém inalterado o status de Kevin, oferecendo munição tanto para quem ama o artista e o funk como para quem odeia o Chris e o funk.
Produzido pelo próprio Kevin O Chris, o álbum gravita em torno de um universo particular em que temas de conteúdo sexual mais ou menos explícito, como “Em mim” e “Taquei firme nela” (gravada com DJ Xande), são recorrentes e naturalizados desde que o funk é funk, mesmo escritos sob prisma machista em que a mulher é quase sempre objetificada como mero instrumento do prazer masculino.
A novidade no cardápio de “Universo 150” é o reprocessamento da baiana “Milla” (Manno Góes e Tuca Fernandes, 1995), standard da axé music popularizado em escala nacional na voz do cantor Netinho em gravação ao vivo de 1996. Sobre a melodia de “Milla”, Kevin escreveu a letra de “Ô vida”, nome da segunda faixa do álbum, primeiro lançamento fonográfico do funkeiro fluminense pela gravadora multinacional Universal Music.
O foco inicial desse lançamento reside acertadamente na faixa “Bonde das Ticas”, funk de pulsação sedutora que junta Kevin O Chris com MC Rael. Para quem segue o bonde de Kevin, funks como “Sugar baby” – gravada com a adesão de DJ Thiago O Pica, também presente na faixa final “Vou apertar um do boldin” – soarão familiares.
Entre temas compostos somente pelo funkeiro e parceria com o trapper Gbzin em “Falar por falar” (faixa de contorno mais melódico), Kevin O Chris se mantém fiel ao universo que o sustenta e o identifica no mundo do funk fluminense.
Capa do álbum ‘Universo 150’, de Kevin O Chris
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Fonte: G1 Entretenimento



