Conheça a mãe que vende pastéis para pagar faculdade de medicina das filhas

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Feirante vende pastel para ajudar filhas: ‘Formando duas em medicina’
Há quase três décadas, a rotina de Marly Moreira Silvestre, de 55 anos, começa atrás de uma banca de pastéis na Feira da 304 Sul, em Palmas. O trabalho, que começou como uma alternativa para sustentar a família, ganhou um propósito maior nos últimos dois anos após as duas filhas da feirante serem aprovadas em Medicina.
Filha de feirantes, Marly cresceu acompanhando os pais no comércio de hortifrúti em Porto Nacional. Desde os sete anos, conheceu de perto a realidade das feiras livres. Em 2024, ela passou a custear integralmente as mensalidades das filhas, de 29 e 27 anos, que estudam em uma universidade particular na capital.
“Bancamos tudo com pastel até agora. Mas estamos tentando buscar financiamento, porque não é fácil pagar, é caro. Mas Deus tem provido. Coloco o joelho no chão todos os dias para agradecer cada cliente, e para que Ele envie mais clientes para eu conseguir pagar [as mensalidades]”, contou.
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A banca de Marly oferece mais de cinquenta sabores de pastel e também fornece massa para outras pastelarias. O esforço diário é compartilhado pelas filhas, que saem da faculdade para ajudá-la no trabalho.
“É muito gratificante poder ver elas tirando notas boas, se esforçando. Elas também vão à feira e me ajudam. Elas saem da faculdade e vão correndo me ajudar”, contou Marly.
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Feirante Marly Moreira com as filhas, Fernanda e Tallyta, e o marido
Arquivo Pessoal/Marly Moreira
A filha, Fernanda Silvestre, de 27 anos, conta que se dedica aos estudos como forma de honrar o esforço da mãe, e que deseja, um dia, poder retribuir o amor e a ajuda financeira.
“Cresci vendo minha mãe acordar de madrugada, enfrentar sol, chuva, cansaço e nunca desistir. Enche meu coração de orgulho. Tenho muito orgulho de ser filha de uma feirante. Estar ao lado dela me permite enxergar de perto o quanto esse trabalho exige dedicação, amor e o carinho com que ela trata cada cliente. Muitos deles acompanham a nossa história há anos e, de certa forma, também fazem parte dessa conquista”, afirmou.
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Fonte: G1 Tocantins