Com a decisão do TRF-2, também houve a exclusão do crime de terrorismo, o que retira o processo do âmbito federal e devolve à justiça estadual. Fauzi posa com armas em uma rede social
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Uma decisão da Justiça Federal postergou o retorno do economista e empresário Eduardo Fauzi, suspeito de integrar o grupo que jogou coquetéis molotov na fachada da produtora Porta dos Fundos, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Ele foi preso pela Interpol em Moscou, na Rússia, em setembro de 2020.
A mudança acontece por conta da alteração na tipificação do delito pelo qual ele é acusado.
De acordo com uma decisão do desembargador Marcello Ferreira de Souza Granado, Fauzi deixa de ser acusado do crime de Terrorismo, que havia sido pedido pelo Ministério Público Federal (MPF). Assim, o caso sai da competência da Justiça Federal e os autos retornam para a Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo os advogados de Fauzi, todas as decisões que foram tomadas na esfera federal foram aniladas e, consequentemente, não podem servir como fundamento para o procedimento de extradição.
Em janeiro, a Procuradoria-Geral da Rússia autorizou a extradição de Fauzi, preso em Moscou. O ataque contra a produtora aconteceu em dezembro de 2019, na véspera do Natal. Os investigadores afirmam que cinco pessoas participaram do crime e que Fauzi foi o único que fugiu com o rosto descoberto.
De acordo com um documento do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, enviado à embaixada brasileira, Fauzi está preso preventivamente em uma penitenciária federal do país.
Eduardo Fauzi no embarque no Aeroporto do Galeão no dia 29 de dezembro
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Fonte: G1 Mundo


