Bento XVI pede perdão por ‘abusos’ e ‘erros’ do clero e diz em carta que está pronto para enfrentar ‘o juiz final’

0
121


Papa emérito foi acusado recentemente de ter acobertado casos de pedofilia na época em que era arcebispo. Bento XVI se encontra com bispos na Catedral da Sé, na região central de São Paulo, em 11 de maio de 2007
Osservatore Romano/Arturo Mari/AFP
O papa emérito Bento XVI, que recentemente foi acusado de ter acobertado casos de pedofilia na época em que era arcebispo, divulgou uma carta nesta terça-feira (8) em que pede perdão por “abusos” e “erros” do clero e afirmou que está pronto para enfrentar “o juiz final da minha vida”.
Bento XVI, que renunciou ao papado em 2013 e está com 94 anos, disse no documento que foi “profundamente prejudicial” ter sido rotulado de mentiroso por causa da omissão sobre o abuso, mas disse reconhecer os “erros ocorridos”.
Um relatório independente publicado em 20 de janeiro afirma que o então arcebispo Joseph Ratzinger teria acobertado quatro casos de pedofilia na Alemanha mais de 20 anos antes de se tornar o líder da Igreja Católica.
Os quatro abusos aconteceram quando Bento XVI ainda era arcebispo de Munique, e o documento diz que padres pedófilos continuaram na Igreja e Ratzinger não impôs nenhuma restrição explícita às atividades deles nem iniciou qualquer processo interno de investigação.
O relatório também afirma que Ratzinger não teve interesse em falar com as vítimas ou cuidar delas e o máximo que fez foi transferir um dos pedófilos, mas o padre abusador continuou trabalhando na pastoral, com visitas a pessoas da comunidade.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo