Eric Lander, que foi nomeado por Biden há 1 ano, ajudou a mapear o genoma humano. ‘Cruzei a linha às vezes ao ser desrespeitoso e humilhante’, afirmou o cientista em sua carta de renúncia. Dr. Eric Lander, principal conselheiro científico da Casa Branca, fala durante evento no teatro The Queen, em Wilmington (Delaware), em 16 de janeiro de 2021. Lander renunciou após a Casa Branca confirmar que uma investigação interna encontrou evidências críveis de que o cientista maltratou sua equipe.
Mat Slocum/AP
O principal conselheiro científico do governo dos Estados Unidos, Eric Lander, que ajudou a mapear o genoma humano, renunciou na segunda-feira (7) após ser acusado de intimidar funcionários — um comportamento que o presidente Joe Biden prometeu que não toleraria quando assumiu o cargo.
“Estou devastado porque provoquei danos a colegas do passado e presente pela maneira como falei com eles”, escreveu Lander em sua carta de renúncia.
“Eu tentei me pressionar e a meus colegas para alcançar nossos objetivos em comum, inclusive às vezes desafiando e criticando”, acrescentou o cientista, antes de admitir: “Cruzei a linha às vezes ao ser desrespeitoso e humilhante”.
Lander foi nomeado diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica em janeiro do ano passado, após a posse de Biden.
O presidente americano também elevou o posto de conselheiro científico da Casa Branca ao nível de gabinete — o equivalente a um ministro no Brasil —, uma mudança em relação ao seu antecessor, o ex-presidente Donald Trump, enquanto o país lutava contra a pandemia de Covid-19.
Biden também prometeu ser diferente da administração Trump ao assumir o compromisso de manter um ambiente de trabalho respeitoso e profissional.
Lander renunciou depois que uma revisão interna da Casa Branca, consequência de uma reclamação apresentada ano passado, encontrou “evidências confiáveis” de que o principal conselheiro científico da administração federal estava “intimidando” vários funcionários de sua equipe, informou o site Politico.
Fonte: G1 Mundo


