Secretário é intimado e terá que dizer o que foi feito para resolver falta de materiais e internações em corredores do HGP

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Justiça determinou que secretário estadual de saúde Edgar Tollini apresente, em um prazo de 30 dias, o Plano de Ação com as medidas tomadas para regularizar problemas apontados em ação do MPE. Vistoria realizada na manhã do dia 23 de junho de 2021 no HGP encontrou pacientes nos corredores
Divulgação/Ronaldo Mitt
O secretário Estadual de Saúde, Edgar Tollini, terá que comprovar as medidas adotadas para regularizar os atendimentos no Hospital Geral de Palmas, o maior hospital público do estado. O gestor precisará dizer o que foi feito para resolver o déficit de profissionais da saúde, a falta de medicamentos e a internação de pacientes nos corredores da unidade, por exemplo.
O G1 aguarda um posicionamento da Secretaria Estadual da Saúde.
Segundo o Ministério Público do Tocantins, a intimação foi emitida pela Justiça, na última terça-feira (29). O objetivo é saber se o gestor está cumprindo as determinações impostas em uma decisão judicial, publicada no dia 17 de maio.
As medidas foram solicitadas pelo Ministério Público do Tocantins, em uma Ação Civil Pública, na qual expôs uma série de irregularidades detectadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), nas salas Vermelha e Amarela do HGP, no que se refere à organização e à estruturação dos serviços, bem como o déficit de técnicos em enfermagem nos setores.
Conforme o MPE, Tollini terá um prazo de 30 dias para apresentar o Plano de Ação com detalhamento da organização do fluxo de atendimento, com protocolos de plantão, de tempo de permanência de pacientes, de controle de acompanhantes, de medidas de prevenção de infecções hospitalares, bem como sistema de fiscalização e controle interno de todos os serviços.
Também terá que comprovar a imediata adequação da internação dos pacientes em leitos clínicos e de UTI, promovendo, inclusive, a remoção para leitos privados, quando houver insuficiência de leitos próprios, e a regularização dos pacientes acomodados nos corredores do HGP e nas salas de emergência.
Na semana passada, uma vistoria realizada no hospital mostrou que as irregularidades continuam. Segundo o Ministério Público do Tocantins, 22 pessoas estavam internadas nos corredores. Durante a ação também foi verificado que faltam medicamentos necessários para tratamento da Covid-19 e materiais para a realização de curativos.
No dia 15, outra vistoria realizada pelo órgão encontrou, além de pacientes em corredores, falta de leitos, de macas, materiais e medicamentos.
A Justiça determinou ainda um prazo de 10 dias para que o secretário junte nos autos, a relação dos itens e fornecedores de forma organizada, com as cotações de 26 medicamentos e materiais desabastecidos.
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Fonte: G1 Tocantins