Conheça Viktor Orbán, o primeiro-ministro conservador que o presidente Jair Bolsonaro encontra

0
179


No poder desde 2010, Orbán é conhecido por sua política contra os imigrantes, contra os LGBTQI+, por ter cassado licença de empresas de mídia e aumentado o número de juízes no Supremo Tribunal do país e nomeado os ocupantes dos novos postos. Imagem de Viktor Orbán em 12 de fevereiro de 2022
Attila Kisbenedek / AFP
Viktor Orbán, o primeiro-ministro da Hungria, que Jair Bolsonaro encontra em Budapeste nesta quinta-feira (17) está no poder desde 2010.
Ele foi eleito com o apoio do partido Fidesz, que obteve a maioria dos assentos do Parlamento húngaro nesse período.
Leia também
Sandra Cohen: Encontro de Bolsonaro com Orbán ocorre em momento eleitoral difícil para premiê húngaro de extrema direita
Premiê húngaro conclama direita da UE a se unir em aliança
Sandra Cohen: Premiê húngaro desata a fúria de líderes europeus
Após reunião com Putin, Bolsonaro chega à Hungria para encontro com Viktor Orbán
Durante seus mandatos, eles conseguiram aprovar leis para aumentar sua representação legislativa. O Fidesz é considerado um partido fiel, o que facilita o governo de Orban. Ele usou isso para passar leis que seguem seu ideário de conservador de direita.
Presidente húngaro Viktor Orbán e presidente russo Vladimir Putin em entrevista coletiva em 1 de fevereiro de 2022
Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters
Para alguns especialistas, Orbán conseguiu corromper a democracia por dentro: por exemplo, ele aumentou o número de juízes do Supremo Tribunal do país de 11 para 15 e nomeou os ocupantes das novas cadeiras.
Para estimular um aumento da população húngara, mulheres que tem quatro ou mais filhos não pagam mais Imposto de Renda na vida.
Cidadãos mais velhos, que deixam seus empregos para cuidar de netos, são compensados pelo governo.
Crise de 2015
Em 2015 houve uma crise de refugiados, principalmente da Síria, que chegavam à Europa.
Imagem de 2015 mostra soldados húngaros com cerca de arame farpado para impedir passagem de imigrantes na fronteira com a Eslovênia
Jure Makovec/AFP
Os governos de alguns países, como o da Alemanha, adotaram políticas para tentar acomodar esses imigrantes. Na ocasião, Orban se recusou a recebê-los.
Ele frequentemente faz referências e homenagens à civilização cristã.
Estudos de gênero
Em 2018, pouco depois de ter sido reeleito, ele tirou o financiamento dos programas de ensino superior que estudavam gêneros.
Recentemente, ele restringiu o acesso de menores de 18 a livros ou outros materiais que “promovem” homossexualidade.
Controle da mídia
Nos 12 anos em que ele esteve no poder, Orbán também criou um órgão de regulação da imprensa e ele passou a cassar concessões por causa de coberturas.
Além disso, o governo aplica multas às empresas de jornalismo.
Haverá eleições na Hungria em seis semanas. Uma coalização de partidos lançou um adversário conservador para enfrentar Orbán no pleito.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo