Jogador do RJ que enfrentou racionamento de comida na Ucrânia consegue deixar o país

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Bruno Ernandes e o companheiro de clube, Klebinho, conseguiram uma rota pela Moldávia. Eles seguem ainda para Romênia, de onde embarcam para o Brasil. Jogador do RJ que enfrentou racionamento de comida na Ucrânia consegue deixar o país
Depois de quatro dias de tensão tentando deixar a cidade de Horishnni Plavni e fugir da guerra na Ucrânia, os jogadores Bruno Ernandes e Kleber Juninho, que atuam no Girnyk-Sport, conseguiram uma rota de fuga pela Moldávia.
Eles começaram a viagem por volta da 1h da manhã – horário local -, deste domingo (27) quando pegaram um trem para a cidade de Odessa, ainda em solo ucraniano. De lá seguiram de carro para a fronteira, onde apesar da grande quantidade de pessoas cruzando a divisa para o país do leste europeu, passaram sem grandes dificuldades para a Moldávia.
Bruno Ernandes e Klebinho na Moldávia: eles conseguiram fugir da guerra
Divulgação/Arquivo Pessoal
Nessa parte da viagem, Bruno e Kleber ganharam a companhia de Wanderson Maranhão, que atua no time do Chornomorets Odessa, e também deixou a Ucrânia.
“Graça a Deus deu tudo certo. Hoje ainda pego um ônibus para Bucareste, na Romênia, e de lá parto para o Brasil. Meu voo sai às 18h de segunda e devo chegar ao Brasil na terça, às 7h. Está tudo certo”, disse Bruno ao g1.
Ao todo, os jogadores devem cumprir 54 horas em trânsito de viagem para deixar a Ucrânia e chegar em solo brasileiro.
Jogador relatou racionamento de comida
Mesmo longe dos focos de bombardeio da Ucrânia, em Horishnni Plavni – a 345 km da capital Kiev –, Bruno e Kleber contaram que não viram ataques ou bombardeios, mas puderam ver de perto o medo e a tensão da guerra.
Eles viram a população local correndo por mantimentos e combustível, com medo do que pode acontecer. Alguns lugares adotaram o racionamento para evitar que uns comprem muito e outros não tenham o que levar para casa.
Bruno Ernandes e Kleber Juninho fazem apelo para deixar a Ucrânia e voltar ao Brasil
“Onde estou não teve bombardeio, ataque, nem nada relacionado. É uma cidade pequena e afastada de Kiev. As pessoas até andam nas ruas, mas os mercados estão cheios, com gente tentando abastecer suas casas, fazendo compras grandes e já tem racionamento de comida. Só deixam comprar um pacote de macarrão por pessoa, por exemplo”, conta Bruno, que foi às compras com o amigo Kleber Juninho, que também joga no Girnyk-Sport.
Procura também por combustível
Na volta para o hotel em que vivem, outro sinal de que a vida não está normal: os postos de gasolina tinham filas de pessoas abastecendo seus carros para se precaver de uma possível escassez ou estarem preparadas para uma fuga.
Bruno e Kleber souberam que os bombardeios haviam começado no grupo de troca de mensagens dos jogadores que vivem na Ucrânia e acompanharam a tensão crescente desde às 5h da manhã – horário local -, momento em o primeiros ataques começaram.
Bruno Ernandes, jogador brasileiro que atua na Ucrânia: medo e tensão no ar
Repdoução/Redes sociais
No Brasil, Bruno será recebido pelos pais, Jodir e Elaine, que moram em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e pela noiva Kamila Amaral.
“Nunca passei por nada parecido. Mesmo morando no Rio de Janeiro, que não é exatamente um lugar tranquilo, lá a gente conhece a língua, sabe como se virar. Aqui, não”, diz.
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Fonte: G1 Mundo